10 fevereiro 2006

A Falsa Religião



“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.”1Jo3.16


Nós nos amamos demais para nos sacrificarmos pelo próximo, num sentido prático, para nos compadecermos com sua dor e sofrimento. Estamos preocupados com o nosso conforto pessoal e não vamos abrir mão disso em favor do próximo. A injustiça social não nos causa incômodo, nos faz “amoldar ao mundo”.

Vivemos numa idolatria que precisa ser denunciada. Como nos tempos do profeta Jeremias, adoramos a “outros deuses”. Os deuses mais comuns de nossa época(não são tão contemporâneos assim!) são entre outros: o deus “eu mesmo” e o deus “que se ‘exploda’ o meu próximo”. Adoramos a esses deuses no nosso dia-a-dia sem ao menos nos darmos conta disso. Praticamos uma falsa religião, a religião de satisfação dos meus desejos pessoais. Um religião que o único sacrifício que se faz é o sacrifício para se buscar o conforto e prazer pessoais ainda maiores. Estamos cheios de cuidados e agarrados a distrações cotidianas para percebermos o alerta inquietante contra essa falsa religião e essa adoração a “outros deuses”.

Nós preferimos ficar com a nossa “religião” individualista que visa satisfazer unicamente ao nosso ego, do que praticar a religião verdadeira, que visa ao próximo em suas necessidades, sejam elas materiais, emocionais ou espirituais.( “O evangelho todo, ao homem todo e a todos os homens”)

Sobre isso o irmão de Jesus diz:

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”Tg1.27

Por isso, voltemos nossos corações ao Deus verdadeiro, à verdadeira religião. Que nos arrependamos de nossa idolatria, circuncidemos os nossos corações. Busquemos nos sacrificar pelo próximo quando assim for necessário, sem medir esforços para isso. E que o Deus Altíssimo, Todo – Poderoso tome conta de nossos corações e que a nossa alma goze da sua maravilhosa presença, ainda que os nossos corpos sofram.


“Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.
Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.”1Co9.26,27


4 Comments:

At 4:16 PM, Blogger Renato Luiz said...

Texto muito bom!
É verdade! Se não vivemos a justiça social, como queremos denunciar a injustiça social?
Grande abraço amigo,
Deus continue te abençoando...

 
At 11:33 PM, Anonymous Paulo Sacramento said...

Contundente.

 
At 3:32 PM, Anonymous Áquila Mazzinghy said...

Estou bobo ! Parabéns Lelê ! que Deus continue dando a você este discernimento e esta inquietação!

 
At 1:39 PM, Anonymous Fábio GN said...

Você está certo lele... o pior eh que muitas pessoas irão ler este texto e não reconhecerão que se encaixam nele.
Concodo com o que você escreveu!
Vou lutar para nunca me esquecer disso e, pricipalmente, nunca esquecer de praticar isso.
Um grande abraço!

 

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