15 abril 2006

As tensões da vida cristã


"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o homem interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós
um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisa que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas"2Co 4. 16-8

A vida cristã é repleta de “tensões”.


A "tensão" entre o que é eterno e o que é temporal.

A busca pelo que é eterno tem sido perdida de vista pelos cristãos. Somos tentados a passar temporalmente e a nos apegar ao que é palpável e material. Buscamos satisfação através das “coisas”. No entanto as “coisas” são temporais, mas as pessoas são eternas. C.S.Lewis diz “Ninguém conversa com um ser meramente mortal” e “nações, culturas, artes, civilizações – esses sim, são mortais”. Amar ao próximo segundo os padrões do Reino significa a busca pelo que é eterno.

A "tensão" entre o que é visível e o que é invisível.

Não enxergamos além do que os nossos olhos podem ver. Queremos a recompensa dos homens e não a recompensa de Deus(Mt 6.6). As coisas visíveis passam, mas as coisas que não se vêem são eternas(2Co 4.18). Não ansiamos a felicidade segundo os padrões do Reino em contraste aos padrões deste século, desta era presente. Segundo estes não há nada de feliz em: ser humilde de espírito, chorar, ser manso, misericordioso, limpo de coração, pacificador, em ter sede de justiça e ser perseguido por ela. Segundo os padrões temporais felicidade consiste em se ter saúde e bens materiais, é uma felicidade efêmera. Esquecemos que somos como a erva que cresce e que seca, e que os tesouros da terra enferrujam e apodrecem. Ajuntemos pois tesouros nos céus e não terra(Mt 6.19,20).


A "tensão" entre o "já" e o "ainda não".

Já fomos salvos, mas a nossa salvação ainda há de ser consumada. Já fomos livres da condenação do pecado, mas ainda não da presença dele. Já fomos justificados mas ainda não glorificados.


A "tensão" entre o "vivam no mundo"(Jo 17.15) e o "não sejam do mundo"(Jo 17.14)

“Mundo”pode significar a terra, planeta em que vivemos e pode significar as coisas hostis e que desagradam a Deus. A dificuldade de viver no mundo sem se adequar e se conformar nossas mentes a este século(Rm 12.2). Que sejamos como peregrinos e não como turistas.


2 Comments:

At 4:55 PM, Blogger Renato Luiz said...

Lelê,
Esse texto me tocou profundamente!
É bom saber que não estou sozinho quando penso que ando na contra-mão do mundo...
Enfrentar as tensões na confiança em Deus é certeza de vitória.
Saber que tenho amigos que caminham comigo é um grande presente...
Fica com Deus!

 
At 5:57 PM, Blogger liz said...

se de fato essas tensões são temporais "leves e momentaneas", se corrompem apenas a parte visível da gente "inda que o nosso homem exterior se corrompa, o homem interior, contudo, se renova de dia em dia", ..entao, por que "ajuntar tesouros nos céus e não terra" continua sendo algo tão difícil de praticar?.. deveríamos nos atentar nas coisas que se não vêem, mas nossos olhos são constantemente seduzidos.

 

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